Paisagens da ruta RP43

Saída: Antofagasta de la Sierra/Argentina – Km 5576 (12:00h)
Chegada: Tafi del Valle/Argentina – Km 5987 (20:43h)
Distância: 411Km

Acordamos cedo, pois ainda queríamos dar uma volta rápida em um ponto turístico de Antofagasta que fica bem próximo da cidade. Tomamos o café da manhã e saímos. Nossa intenção era visitar as Penhas Coloradas e os petroglifos deixados pelos Incas. Estes pontos turístico ficam a apenas 5km da cidade. Esta sugestão de passeio foi do casal de Brusque (Marli e Manolo) que conhecemos 2 dias atrás.

Fomos em direção as Penhas Coloradas. Após percorrer os 5km chega-se às formações rochosas onde estão os petróglifos. Tem que ter um pouquinho de paciência para encontrá-los. Mas é bem interessante, principalmente a busca pelas famosas gravuras. Quase todos os petróglifos têm desenhos de lhaimas.

Em busca das Penhas Coloradas

Em busca das Penhas Coloradas

Petroglifos (inscrições nas pedras) deixados pelos Incas

Petroglifos (inscrições nas pedras) deixados pelos Incas

Petroglifos (inscrições nas pedras) deixados pelos Incas

Petroglifos (inscrições nas pedras) deixados pelos Incas

Não temos certeza se encotramos as penhas coloradas, pois há muitas pedras no local e não conseguimos identificá-las.

Mais distante um pouco haviam outras formações rochosas. Como ainda não havíamos identificado as penhas, resolvemos ir até mais adiante. No caminho, uma surpresa! Finalmente conseguimos avistar o zorro (um animal semelhante à raposa). Apareceu um pouco à frente do carro, ele estava bem tranquilo e conseguimos fotografá-lo e filmá-lo. Seguimos um pouco mais e resolvemos voltar porque o tempo estava curto e o caminho ainda era longo até Tafi Del Valle.

Zorro: semelhante a uma pequena raposa

Zorro: semelhante a uma pequena raposa

Retornando dos petroglifos

Retornando dos petroglifos

Fomos então em direção a Tafi del Valle. Passamos novamente por aquela ruta RP43 com suas paisagens maravilhosas e tiramos mais fotos. Impossível não se encantar com este lugar.

Lava vulcânicas petrificadas junto a ruta RP43

Lava vulcânicas petrificadas junto a ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Mais um dos diversos vulcões na região de Antofagasta de La Sierra

Mais um dos diversos vulcões na região de Antofagasta de La Sierra

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43 (trecho de rípio)

Paisagens da ruta RP43 (trecho de rípio)

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Paisagens da ruta RP43

Tentamos abastecer o carro no posto de combustíveis que existe no entroncamento entre a RP43 e RN40, mas devido ao calor intenso havia muitos gases no reservatório do posto e não conseguimos abastecer nafta normal. Tinha nafta super no outro reservatório do posto, mas como havia outros postos um pouco mais adiante e tínhamos ainda bastante combustível resolvemos seguir adiante.

Quando paramos para abastecer em Hualfin na RN40 encontramos mais brasileiros de motos. Um casal e mais um homem vindos de SP. Foi engraçada a coincidência, pois eles estavam fazendo piadas de Pelotas e Campinas (pois haviam passado há pouco por um casal de Campinas). Quando nós paramos o carro na bomba de combustível eles foram ver de que cidade do Brasil nós éramos. Quando viram que éramos de Pelotas ficaram surpresos pela grande coincidência. Conversamos ainda durante alguns minutos e cada um seguiu o seu rumo.

A viagem seguiu tranquila. Chegando a Tafi del Valle a paisagem é muito bonita, tendo alguns mirantes na beira da estrada. Passamos por Abra del Infiernillo, onde cruzamos por dentro das nuvens devido a altitude  de 3042m. A seguir passamos também por La Quebradita.

Abra del Infiernillo

Abra del Infiernillo

Abra del Infiernillo

Abra del Infiernillo

Hora do café da tarde

Hora do café da tarde

De Antofagasta de La Sierra para chegar a Tafi del Valle deve-se pegar a ruta RP 43 e posteriormente a RN 40 à esquerda, passando por El Peñon e Villa Vil. Segue-se pela RN 40 passando por Hualfin e chegando a Santa Maria. Em Santa Maria se pega a RP337 à direita até Amaichá del Valle, onde toma-se a RP307 à direita até chegar a Tafi del Valle.

O trecho percorrido na RP43 é o mesmo que passamos anteriormente, com 30Km em rípio e o restante em asfalto. Após a RP43, os primeiros 30Km da RN 40 é em rípio em condições razoáveis (alguns rios cortam a estrada, mas o nível das águas são baixos e dá para passar com um carro normal).  O trecho em asfalto da RN 40 está em boas condições e também é cortado várias vezes por rios. Com chuva forte pode gerar correnteza na passagem do rio sobre o asfalto, não sendo possível passar. As rutas RP337 e RP307 estão todas em asfalto irregular com muitos buracos e remendos. Nos últimos 20km a ruta alterna algumas vezes entre asfalto e rípio. De Amaicha Del Valle em diante (em Abra del Infiernillo) há muitas curvas, penhascos, subidas e descidas. Em alguns pontos a ruta é muito estreita e a sinalização é precária. Deve-se evitar percorrer este último trecho durante a noite. Do entroncamento da RP43 com a RN 40 até Tafi Del Valle existem diversos postos de combustível.

Chegamos em Tafi, estacionamos o carro e fomos no centro de informações turísticas para que nos dessem alguma dica de hospedagem com um preço bom. Informaram-nos uma no centro, a ATEP, porém já estava lotada. Fomos então a outro hotel que estava localizada na mesma rua. Ficamos hospedados no Virgen del Valle Hotel, que fica na 1ª quadra da calle Los Menhires. Ótimo hotel, com quarto amplo, TV a cabo, internet, café da manhã e estacionamento aberto. Pagamos PA$160,00 (R$83,33) por um quarto com TV. Os quartos sem TV custam PA$150,00 (R$78,13), porém já estavam lotados.

A bela e verde Tafi del Valle

A bela e verde Tafi del Valle

Tafi del Valle estava repleta de turistas

Tafi del Valle estava repleta de turistas

Passeamos um pouco pelo centro e fomos jantar. Tafi del Valle é uma cidade muito turística. Estava bem movimentada e com muitos mochileiros. No centro há vários restaurantes, lojas e tendas de artesanatos. Só achamos estranho não ter nenhuma casa de câmbio, pelo menos foi o que nos informaram.

Jantamos uma pizza em um restaurante em frente ao posto YPF. Estava boa, mas a massa parecia ser daquelas compradas em supermercado. Pagamos PA$28,50 (R$14,84) pela pizza grande, refri de 1 litro e mais o limão (coisas da Argentina: cobraram-nos PA$1,50 pelo limão que pedimos para colocar no refri). Esta refeição foi muito barata, pois era uma promoção do restaurante. Porém em Tafi nos pareceu que os preços são bem mais caros quando comparada a outra cidades argentinas.

Após jantarmos fomos para o hotel descansar.

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Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Saída: Antofagasta de la Sierra/Argentina – Km 5561 (9:00h)
Chegada:
Antofagasta de la Sierra/Argentina – Km 5561 (22:00h)
Distância: 221Km

Acordamos bem cedo em função do nosso tour para o Salar de Antofalla, o qual possui em torno de 140Km de extensão. Tomamos o café da manhã no hotel, simples e composto de torradinhas com doce ou manteiga, chá, leite ou café e água mineral com gás.

Separamos as coisas que levaríamos para o tour. O guia já estava com a camionete ligada em frente ao hotel nos esperando. Saímos às 8h (horário na Argentina). Fomos então em direção ao salar e também ao povoado de Antofalla. Passamos primeiramente pela Laguna Colorada, que estava seca.

Hosteria Municipal em Antofagasta de La Sierra

Hosteria Municipal em Antofagasta de La Sierra

Durante todo o passeio passamos várias vezes por vicunas, mulas e emas. O caminho é bem legal e vai gradativamente aumentando a altitude. Chegamos a um ponto onde podíamos ter uma visão panorâmica do Cerro Buenaventura e também, avistar o Vulcão Antofalla.

Montanhas vulcânicas e salares aos arredores de Antofagasta De La Sierra

Montanhas vulcânicas e salares aos arredores de Antofagasta De La Sierra

Casa de camponeses que criam lhamas e ovelhas nas montanhas

Casa de camponeses que criam lhamas e ovelhas nas montanhas

Vicuñas selvagens nas montanhas de Antofagasta de La Sierra

Vicuñas selvagens nas montanhas de Antofagasta de La Sierra

Em direção ao Salar de Antofalla

Em direção ao Salar de Antofalla

Paramos para almoçar em uma casa abandonada, onde os tours geralmente param para o pessoal fazer as refeições e descansar um pouco. Almoçamos o lanche que o guia nos levou, sanduíches de queijo e presunto, coca-cola e frutas. Seguimos e em seguida já podíamos avistar o salar de longe. Mais adiante onde iríamos ter uma ampla visão do salar, o guia parou o carro e perguntou se não gostaríamos de ir caminhando alguns metros para apreciar melhor a vista. Caminhamos um pouco e quando chegamos mais acima podemos apreciar uma paisagem indescritível, provavelmente a mais linda que já vimos!! Tínhamos a visão do salar, do Vulcão Antofalla, cerros, vegetação, uma laguna azul turquesa e, ainda um pouco distante, um pequeno oásis entre as montanhas que era o povoado de Antofalla.

Parada para o almoço

Parada para o almoço

Vale entre as montanhas

Vale entre as montanhas

A incrível paisagem do Salar de Antofalla

A incrível paisagem do Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla: percebam a lagoa azul no meio do salar

Salar de Antofalla: uma das paisagens mais incríveis que já conhecemos

Salar de Antofalla: uma das paisagens mais incríveis que já conhecemos

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla: um pouco antes deste ponto estávamos a 4670m de altitude, lá em baixo no salar são 3360m

Ali ficamos alguns minutos contemplando aquela paisagem maravilhosa. Subimos um morro um pouco mais alto para termos uma visão mais ampla. Foi realmente um cenário fantástico! Fomos então, atravessando o salar através de uma estrada que passa bem pelo meio, até o povoado de Antofalla. Lá paramos um pouco, descansamos e tiramos umas fotografias. Neste povoado moram cerca de 40 pessoas. Lá tem escola, e um centro comunitário onde tem internet e TV via satélite. Quando fomos embora demos uns 2 pesos para um guri que ficou na nossa volta no tempo em que ficamos por lá.

Salar de Antofalla: juntos com o guia Sérgio

Salar de Antofalla: juntos com o guia Sérgio (altitude 4025m)

A interminável em descida em zigue-zague ao salar: levamos 1:30h para descer dos 4025m aos 3360m

A interminável em descida em zigue-zague ao salar de Antofalla: levamos 1:30h para descer dos 4025m aos 3360m

Povoado de Antofalla (localizado do outro lado do salar)

Povoado de Antofalla (localizado do outro lado do salar)

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla e seus inúmeros vulcões

Salar de Antofalla e seus inúmeros vulcões

Salar de Antofalla e seus inúmeros vulcões

Salar de Antofalla e seus inúmeros vulcões

Descida ao salar de Antofalla

Descida ao salar de Antofalla

Povoado de Antofalla

Povoado de Antofalla

Povoado de Antofalla: ao fundo dá para ver a estrada em zigue-zague que usamos para descer ao salar e povoado de Antofalla

Povoado de Antofalla: ao fundo (nas montanhas) dá para ver a estrada em zigue-zague que usamos para descer ao salar e povoado de Antofalla

Povoado de Antofalla: ao fundo (nas montanhas) dá para ver a estrada em zigue-zague que usamos para descer ao salar e povoado de Antofalla

Povoado de Antofalla: ao fundo (nas montanhas) dá para ver a estrada em zigue-zague que usamos para descer ao salar e povoado de Antofalla

Capela no povoado de Antofalla

Capela no povoado de Antofalla

Saindo do povoado íamos costeando todo o salar. Em uma das paradas para tirar fotos, o guia juntou várias pedras de material vulcânico (oxidiana ou vidro vulcânico) e nos deu. Com estas pedras é possível fazer vários trabalhos: antigamente se faziam pontas de flechas, hoje em dia são usadas em artesanatos, massagem corporal, entre outras utilidades. As pedras são muito bonitas e contra luz se pode ver que são transparentes e, dependendo do tipo de material, podem ter cores diferentes.

A propósito, o guia Sérgio faz de tudo um pouco: trabalha na oficina mecânica, na hosteria municipal, faz os tours e outras viagens para transportar amostra de minerais para análises e ainda é artesão e colecionador de pedras (por isso seu gosto e conhecimento sobre pedras)! Ele também nos contou que trabalhou na abertura de várias estradas do salar e dos seus arredores. Ele nos disse também que já escalou o Aconcágua para retirar algumas amostras de minerais para uma empresa.

A nossa próxima parada foi nos ojos del salar, que são poços com águas cujas cores variam conforme os minerais do lugar. Neste salar há vários ojos, cada um com a cor diferente de água. O mais impressionante é o que tem a cor avermelhada e com a vegetação a sua volta refletida na água, lindíssimo! Os outros têm cor azul, esbranquiçada ou estavam secos.

Ojos del salar

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla): cada lagoa tem uma cor diferente

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Ojos del salar (Salar de Antofalla)

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

Estrada costeando o Salar de Antofalla

Estrada costeando o Salar de Antofalla

Parece que derramaram uma lata de tinta no alto da montanha

Parece que derramaram uma lata de tinta no alto da montanha

Um cone no salar

Um cone no salar

Estrada que cruza o salar

Estrada que cruza o salar

Estrada que cruza o salar

Estrada que cruza o salar

Após fomos na Vega La Botijuela. É lugar que também tem uma paisagem muito bonita. Neste lugar mora um homem solitário, o Simon.  Dizem que ele fala pelos cotovelos e não pára até te conseguir vender suas pedras. Ele é muito conhecido e recebe ajuda de turistas do mundo inteiro, pois todos querem que ele permaneça morando onde está. Neste dia ele não estava em casa. Próximo a este lugar tem o Salar de Botijuela.

Vega La Botijuela

Vega La Botijuela

Saindo dali fomos ao povoado Las Quinuas. Hoje em dia, neste povoado moram apenas 2 pessoas. Antigamente eram um povoado com mais habitantes, mas devido a falta de emprego e estudo quase todos os habitantes do lugar foram embora. Isto ocorreu também com o povoado de Antofalla. De Las Quinuas se tem uma bela visão do salar.

Cruzando o salar em direção ao povoado Las Quinuas

Cruzando o salar em direção ao povoado Las Quinuas

Cruzando o salar em direção ao povoado Las Quinuas

Cruzando o salar em direção ao povoado Las Quinuas

Cruzando o salar em direção ao povoado Las Quinuas

Cruzando o salar em direção ao povoado Las Quinuas

Vista do salar desde o povoado Las Quinuas

Vista do salar desde o povoado Las Quinuas

Após seguimos viagem de retorno a Antofagasta de La Sierra. No caminho ainda tivemos belas paisagens pela frente. As paisagem mudam constantemente, sendo igualmente bonitas. Chegamos ao hotel às 21:00h (horário da Argentina). Estávamos exaustos, porém valeu e muito a pena.

Observem as cores das montanhas

Observem as cores das montanhas

Cruzando o salar no retorno a Antofagasta de La Sierra

Cruzando o salar no retorno a Antofagasta de La Sierra

Salar de Antofalla

Salar de Antofalla

A estrada não era das melhores

A estrada não era das melhores

Rochas vulcânicas (negras) presentes por todo o salar

Rochas vulcânicas (negras) presentes por todo o salar

As belas cores das montanhas ao redor do Salar de Antofalla

As belas cores das montanhas ao redor do Salar de Antofalla

O guia que nos levou ao Salar de Antofalla foi excelente. É daquelas pessoas que gostam do que fazem. Foi paciente, explicou sobre os lugares, parava sempre que queríamos tirar fotos. Nos explicou muito sobre a cultura e história do povo local e da Argentina em geral. Recomendamos!! Se alguém tiver interesse em contratá-lo, o nome dele é Sérgio Quipildor e pode ser encontrado na oficina mecânica bem em frente ao posto de combustível, na Hosteria Municipal em Antofogasta de La Sierra ou através dos telefones 03835-15528716 e 03835-15410334 .

Se você não tem um carro apropriado (camionete 4×4) para ir aos pontos de difícil acesso em Antofagasta, vale à pena contratar um guia que tenha um. Caso não seja possível, somente a viagem até Antofogasta de La Sierra já é muito gratificante. Infelizmente não tínhamos mais dias para ficar na cidade, pois além deste passeio, há outros como Campo de Pedra Pomez, Salar do Hombre Muerto, subida nos vulcões Antofagasta e/ou Alumbrera entre outros passeios legais. Destes lugares citados, somente a ida aos  vulcões não precisa de carro 4×4.

Logo que chegamos do passeio, fizemos o pedido do jantar no hotel e fomos na Municipalidad mandar um sinal de fumaça para o Brasil através da internet, pois a do hotel estava com problemas.

Jantamos, tomamos um banho e fomos descansar. O dia foi cansativo, mas extremamente compensador.

Dica do dia

A visita ao Salar de Antofalla em Antofagasta de La Sierra é um dos passeios mais deslumbrantes que se pode fazer em toda a Argentina. Caso você não tenha carro 4×4, contrate um guia na cidade que tenha um e faça um passeio por este salar. As paisagens são indescritíveis!

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Bandenes na Ruta 60 (servem para escoar a água das chuvas)

Saída: Fiambalá/Argentina – Km 5094 (11:00h)
Chegada: Antofagasta de la Sierra/Argentina – Km 5561 (20:50h)
Distância: 467Km

Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas na casa da família de Fiambalá e fomos embora. Antes de ir pagamos a mulher. Como fomos muito bem recebidos, pagamos um pouco mais do que o combinado. Demos uma pequena volta na praça da cidade, compramos um lanche e umas frutas. A cidade estava bem movimentada em função do rally Dakar.

Praça central de Fiambalá

Praça central de Fiambalá

Seguimos em direção de Antofagasta de La Sierra (Argentina) que, segundo relatos, é um lugar imperdível!

Saindo de Fiambalá, para chegar a Antofagasta de La Sierra deve-se pegar a ruta RN 60 ao sul até Tinogasta, depois seguir pela RP 45 e entrar à esquerda na RN 40. Após Belen segue-se pela RN 40 e posteriormente se pega a RP 43 à esquerda. Nesta última intersecção não há nenhuma sinalização, mas é a primeira ruta asfaltada à esquerda. Segue-se pela RP 43 passando por Villa Vil e El Peñon, até chegar em Antofogasta de La Sierra.

Bandenes na Ruta 60 (servem para escoar a água das chuvas)

Bandenes na Ruta 60 (servem para escoar a água das chuvas)

Em direção a Antofagasta de La Sierra

Em direção a Antofagasta de La Sierra

Em direção a Antofagasta de La Sierra

Em direção a Antofagasta de La Sierra

Em Belén , uma pequena cidade que passamos no caminho, paramos para abastecer e almoçar. Almoçamos batatas fritas, carne e salada.

Seguimos viagem e entramos na RP 43. Andamos um pouco e até então as paisagens não estavam tão belas até chegarmos próximos aonde começa o asfalto. A partir deste ponto as paisagens ficam magníficas! Percorremos todo o caminho com belíssimas paisagens e animais como vicunas, lhamas e emas. Neste caminho, um pouco antes de chegar a Antofagasta, se vê diversas montanhas e vulcões (todos inativos) compondo um visual espetacular. Uns 5Km antes de chegar é possível ver a lava petrificada dos vulcões amontoadas na beira da estrada. Realmente é impressionante a quantidade de lava. A lava petrificada ao redor do Vulcão Alumbrera tem mais de 10Km de extensão.  Há uma placa informativa na estrada indicando o Vulcão Antofagasta, que está ao seu lado do Alumbrera. Estes 2 vulcões costumam ser facilmente escalados, sendo possível apreciar a belíssima paisagem lá do alto. Chegando em  Antofagasta há a Laguna Antofagasta, que é mais um elemento para compor a bela paisagem. Só até aqui já valeu e muito a viagem!

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

RP43 em direção a Antofagasta de La Sierra

Toda a RN 60 está asfaltada e em boas condições assim como o trecho da RN 40 a ser percorrido. Entrando na RP 43 cerca de 20 dos primeiros quilômetros estão asfaltados. Segue-se por cerca de 30Km em estrada de rípio com alguns trechos em condições ruins (muitas pedras) depois continua-se em ruta asfaltada até Antofagasta. Os últimos 60Km (iniciando poucos quilômetros antes de El Peñon) da estrada asfaltada estão deteriorados, mesmo assim se pode andar a uma média de 60Km/h. Fora estes últimos 60Km, o restante da RP 43 que está asfaltado está em ótimas condições. Há postos de combustíveis em Fiambalá, Tinogasta, Belen, no início da RP 43 e em Antofagasta de La Sierra.

Parte do trecho em rípio em torno de Villa Vil é cortado várias vezes por um rio. Em algumas das vezes há um pouco de água, mas consegue-se passar tranquilamente com um carro normal. Porém, quando chove muito este trecho fica intransitável. Neste caso, o trecho se torna novamente transitável após umas 3 horas depois que a chuva passar.

Rio que corta a ruta 43 em torno de Villa Vil

Rio que corta a ruta 43 em torno de Villa Vil

As belas paisagens da ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

Vicuñas atravessando a ruta 43

Vicuñas atravessando a ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

As belas paisagens da ruta 43

Ruta 43 em El Peñon

Ruta 43 em El Peñon

Ruta 43

Ruta 43

Ruta 43: as rochas pretas são lava vulcânica pretificadas

Ruta 43: as rochas pretas são lava vulcânica pretificadas

Vulcão Antofagasta

Vulcão Antofagasta

Vulcão Antofagasta

Vulcão Antofagasta

Ruta 43

Ruta 43

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta de La Sierra

Vulções Antofagasta (à direita) e Alumbrera

Vulcões Antofagasta (à direita) e Alumbrera

Chegando a Antofagasta de La Sierra

Chegando a Antofagasta de La Sierra

Chegando em Antofagasta fomos direto a Hosteria Municipal. Chegando lá ficamos surpreendidos com o local, pois como é municipal não tínhamos esperança de que fosse bom. Engano nosso. Na hosteria havia uma ótima infraestrutura, bons quartos com banheiro, café da manhã, computador com internet, salas de TV e restaurante. O preço é muito bom também. Por um quarto matrimonial cobram PA$81,00 (R$42,20).

Após garantirmos a hospedagem, fomos procurar um guia. O recepcionista da hosteria nos levou até uma oficina mecânica onde havia um homem que tem uma camionete e que também trabalha como guia. Conversamos com ele e contratamos para o próximo dia para tour pelo Salar de Antofalla. O guia (Sérgio) nos cobrou por um tour de um dia inteiro PA$800,00 (R$416,70) incluindo camionete Hilux 4×4, o serviço de guia, combustível e lanches.

Fomos para o hotel, tomamos um banho e fomos jantar no restaurante do hotel. O jantar deve ser pedido na recepção com algumas horas de antecedência. O restaurante é muito bom e o serviço também. Durante o jantar conhecemos um simpático casal de brasileiros de Brusque-SC, a Marli e o Manolo, que estavam viajando há alguns dias. Conversamos durante bastante tempo com eles. Após fomos dormir para estarmos bem descansados para o nosso tour do dia seguinte.

Dica do dia

Se estiver chovendo na região de Antofagasta de La Sierra a ruta RP43 fica intransitável próximo a Villa Vil, pois o rio cruza a estrada de rípio algumas vezes.

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Ruta 60: lado argentino do Paso San Francisco

Saída: Copiapó/Chile – Km 4599 (13:00h)
Chegada: Fiambalá/Argentina – Km 5084 (22:30h)
Distância: 485Km

Acordamos umas 10h. Hoje nosso destino é ir até Fiambalá na Argentina, atravessando o Paso San Francisco, que dizem ser um dos mais bonitos.

Passamos nos supermercados Lider e Jumbo. Compramos algumas coisas para comer durante a viagem. Aproveitamos para trocar os pneus traseiros do carro, pois no Chile o valor compensa bastante em relação ao Brasil, sendo em torno de 50% mais barato. Pagamos PC$81636,00 (R$281) por 2 pneus Goodyear GPS Duraplus 175/65 R14, já instalados e balanceados. Fomos a uma loja franquia da Goodyear que fica próxima do supermercado Lider. Antes de viajar nós verificamos o preço destes mesmos pneus (marca, modelo e medida) em uma loja da DPaschoal  no Brasil, onde o par custava R$474 (quase o dobro do preço que pagamos no Chile).

Para ir até Fiambalá pegamos ruta 31, que na fronteira com a Argentina passa a se chamar 60. Segue-se pela ruta 60 até Fiambalá.

Do lado chileno, antes de chegar à aduana, as paisagens são bonitas, porém não impressionam muito. Chegando à aduana chilena, os tramites foram rápidos, em torno de 15 minutos.

Cruzando a Cordliheira dos Andes pela ruta 31 (Chile)

Cruzando a Cordilheira dos Andes pela ruta 31 (Chile)

Cruzando a Cordliheira dos Andes pela ruta 31 (Chile)

Cruzando a Cordilheira dos Andes pela ruta 31 (Chile)

Aduana chilena no paso San Francisco

Aduana chilena no paso San Francisco

Cruzando a Cordliheira dos Andes pelo paso San Francisco

Cruzando a Cordilheira dos Andes pelo paso San Francisco

Cruzando a Cordliheira dos Andes pelo paso San Francisco

Cruzando a Cordilheira dos Andes pelo paso San Francisco

Saindo da aduana chilena, após 83Km, nos deparamos com a impressionante Laguna Verde e também com o vulcão Ojos del Salado que é o mais alto do mundo, com 6893m.  O vulcão é inativo, sendo a segunda mais alta montanha da América do Sul. A mais alta é o Aconcágua. A Laguna Verde é linda e suas águas são verdes mesmo, podendo mudar de tonalidade ao longo do dia. Nas margens da laguna há águas termais, podendo-se chegar lá com o carro.

Na Laguna Verde, provavelmente esquecemos a bolsa de uma de nossas câmeras, com nossas pilhas recarregáveis e um pouco de dinheiro. Se algum viajante encontrar, por favor, nos devolva! hehehe

A impressionante Laguna Verde

A impressionante Laguna Verde

Laguna Verde: o branco no chão é sal, nas montanhas é neve

Laguna Verde: o branco no chão é sal, nas montanhas é neve

Passando um pouco da Laguna Verde as paisagens começam a ficar mais bonitas. O dia ensolarado com montanhas, nuvens e uma vegetação rasteira nos tons amarelados e esverdeados formaram um cenário lindíssimo. Neste trecho também passamos por várias vicunas.

Após alguns km chegamos à aduana argentina em cima do laço, pois já eram 18:50h e a aduana fechava às 19:00h. A burocracia na aduana demorou um pouco, até porque tinha um casal antes de nós que também estavam entrando na Argentina. O carro foi rapidamente revistado. Ficamos na aduana em torno de uns 30 minutos. Passando a aduana as paisagens continuam muito bonitas. Neste último trecho já estava tarde, mas ainda deu para aproveitar para fotografar e também apreciar um belíssimo pôr-do-sol.

Início do asfalto no lado argentino do Paso San Francisco

Início do asfalto no lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Lado argentino do Paso San Francisco

Aduana argentina no Paso San Francisco

Aduana argentina no Paso San Francisco

Ruta 60: lado argentino do Paso San Francisco

Ruta 60: lado argentino do Paso San Francisco

Ruta 60: lado argentino do Paso San Francisco

Ruta 60: lado argentino do Paso San Francisco

Próximo a Fiambalá a estrada passa por uma serra, onde as paisagens são muito bonitas. Nós acabamos chegando neste ponto à noite, perdendo de apreciar melhor a beleza do lugar.

De Copiapó até a fronteira com a Argentina a estrada é de rípio, mas está quase toda em ótimas condições, podendo-se andar boa parte do trecho a 80Km/h.

Toda a ruta do lado argentino está asfaltada, porém o trecho da fronteira até a aduana, que é em torno de 20Km está muito deteriorado. Nestes 20Km pode-se andar em velocidade em torno de 50Km/h. A partir da aduana, o asfalto até Fiambalá está em ótimas condições.

Do lado chileno não são muitos os pontos de subidas e descidas com curvas.

Do lado argentino há vários refúgios para pedido de ajuda via rádio.

Todo o trecho entre Copiapó e Fiambala (478Km) não possui postos para abastecimento, portanto deve-se sair com o tanque bem cheio de Copiapó. Tínhamos receio de faltar combustível durante este trecho, pois sempre paramos muito para tirar fotos e o carro consome mais devido à altitude. Não foi problema, pois para percorrer os 478Km gastamos apenas 29l de combustível.

Boa parte do paso é feita em altitudes acima de 4000m, chegando à altitude máxima de 4600m. Nem nós e nem o carro tive problemas devido à altitude.

Chegando a Fiambalá, tivemos uma surpresa! Devido ao Rally Dakar, que vai passar por lá somente daqui a 2 dias, a cidade já estava superlotada e não tínhamos lugar para ficar, a não ser em casa de família. Inicialmente não gostamos muito, porém não tínhamos outra opção. Resolvemos então acompanhar um policial que havia oferecido a sua casa. Ele nos havia falado que a casa não era grande e ficamos desconfiados se seria uma boa idéia. Ainda mais quando vimos que além de nós, haviam outros turistas que iam ficar lá também. Ficamos pensando que ele poderia ter oferecido a casa para mais pessoas e que ficariam todas nas mesmas acomodações. Mas quando chegamos lá descobrimos que os outros turistas iriam acampar no pátio da casa.

A casa do policial era agradável, sua esposa havia sido avisada há pouco tempo e estava limpando a casa toda para receber os hóspedes. Fomos muito bem recebidos. A casa tinha apenas 2 quartos: um do casal e do filho de 2 anos e o outro do filho mais velho de 14 anos. Preferimos ficar no quarto do filho mais velho. A dona da casa conseguiu outro colchão, onde colocamos nossos sacos de dormir.

Acertamos que pagaríamos PA$100,00 (R$50,00) pela hospedagem e saímos para comer alguma coisa. A cidade estava realmente lotada. Fomos dar uma volta pela praça, onde aproveitamos para comprar umas pilhas recarregáveis, pois agora havíamos ficado com apenas um conjunto. Depois comemos uma pizza, pela qual pagamos PA$30,00 (R$15,00) com refri. Estava muito boa.

Voltamos então para a casa onde iríamos passar a noite. Estava muito quente. Ainda bem que tinha um ventilador no quarto para conseguirmos dormir melhor. Tomamos um bom banho e fomos dormir.

Dicas do dia

Para fazer a travessia do paso San Francisco você deverá abastecer em Copiapó, pois não há postos até Fiambalá.

Saia de Copiapó bem cedo, pois as melhores paisagens começam junto ao Vulcão Ojos del Salado e Laguna Verde. Lembre-se também que a aduana da Argentina fecha às 19:00h.

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Isto que é aventura!

Saída: San Pedro de Atacama/Chile – Km 3696 (10:50h)
Chegada: Copiapó/Chile – Km 4585 (23:30h)
Distância: 889Km

Este foi nosso dia de despedida de San Pedro, cidade tão simpática e de visuais incríveis. Arrumamos nossas coisas calmamente para seguirmos até Copiapó. Durante a noite passada a festa rolou até mais tarde no nosso hotel. Na verdade não tinha uma grande festa, mas as pessoas ficaram conversando alto até tarde na área externa de lazer próxima a todos os quartos.

Devido a isto, para irmos embora foi um pouco demorado, pois a encarregada do hotel que mora lá, estava de ressaca e não aparecia. Tivemos que bater na porta do quarto dela e acordá-la. Logo que acordou, ela estava “para lá de Bagdá”. Podíamos ter saído até sem pagar, porque ela já não sabia de mais nada e qualquer coisa que falássemos, ela aceitaria para poder voltar a dormir o mais rápido possível. Acertamos tudo direitinho e na hora de tirar o carro iniciou outro dilema. Tinha um carro na frente do nosso e ela não sabia de quem era. Teve que ir em 3 quartos acordando todo mundo até achar o dono. Menos mal que o dono apareceu, senão estaríamos com sérios problemas!

Fomos então rumo a Copiapó, passando por Antofogasta e Chañaral.

O trajeto de 887Km entre San Pedro e Copiapó é: saindo de San Pedro deve-se pegar a ruta RN23 em direção a Calama, em Calama pegar a ruta RN25 até encontrar a RN5 (rodovia Panamericana), seguir pela ruta RN5 em sentido sul até Copiapó (passando por Antofagasta, Chañaral e Caldera).

O trecho entre San Pedro e Calama é bem bonito, passando pela Cordillera de la Sal e Cordillera Domeyko. Não tivemos nenhum problema com o carro devido a altitude e também não tivemos nenhum sintoma do mal de altitude neste trecho. Toda a ruta RN23 está em bom estado de conservação.

As belas paisagens da RN23 em direção a Calama

As belas paisagens da RN23 em direção a Calama

Não passamos pela mina Chuquicamata (maior mina do planeta com 4,3 km de comprimento, 3 km de extensão e 850 metros de profundidade) porque era feriado e o local estava fechado para visitação.

Na viagem até Antofagasta passamos por 2 grupos de motoqueiros brasileiros. Um deles era o da “Expedição Teto das Américas” que tinha até uma camionete como veículo de apoio.

“Expedição Teto das Américas” no trevo de Calama

“Expedição Teto das Américas” no trevo de Calama

Isto que é aventura!

Isto que é aventura!

Chegamos a Antofagasta próximo da hora do almoço. Como era o primeiro dia do ano estava tudo fechado, supermercados, shoppings e etc. Achamos uma lanchonete aberta que servia empanadas e fomos almoçar lá. A lanchonete Empanadas Florencia fica na esquina da Av. Angamos com a Pje. Hornitos (GPS lat 23°40’19.55″S – long 70°24’24.45″O). Comemos empanadas deliciosas lá. Pagamos PC$4000,00 (R$13,80) por 4 empanadas super recheadas e mais o refrigerante.

Chegando a Antofagasta (Oceano Pacífico ao fundo)

Chegando a Antofagasta (Oceano Pacífico ao fundo)

Achamos Antofagasta uma linda cidade, pelo menos na região próxima a avenida costaneira onde passamos. A cidade possui várias montanhas ao seu redor. Acreditamos que não seja uma cidade muito segura, pois logo que chegamos já fomos alertados a cuidar das nossas câmeras. Fomos orientados a ir para a outra parte da avenida que era mais movimentada e segura.

Praia do Pacífico em Antofagasta

Praia do Pacífico em Antofagasta

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Antofagasta/Chile

Ficamos bem pouco tempo na cidade e seguimos viagem. Acreditamos que vale passar 1 ou 2 dias por lá para poder aproveitar mais a cidade e suas praias.

Logo que saímos passamos pelo monumento “Mano del Desierto”, que fica a 75Km ao sul de Antofagasta, à direita da RN5 (existem placas sinalizando e o monumento pode ser visto da estrada). Este monumento é uma mão de 11m de altura enterrada a 300m da ruta RN5, feito pelo artista Mario Irarrázabal. Lá foi um rápido ponto de encontro de brasileiros. Quando chegamos havia um grupo de motoqueiros e em seguida chegaram mais 2 amigos viajantes de carro de SP. Conversamos brevemente e cada um seguiu o seu rumo após tirar fotografias do monumento.

Mano del Desierto na ruta RN5

Mano del Desierto na ruta RN5

Ruta RN5 em direção a Copiapó

Ruta RN5 em direção a Copiapó

Seguimos viagem e passamos por Chañaral uma cidadezinha de 12 mil habitantes localizada na beira do Pacífico, distante 400Km de Antofagasta e com. Pequena, porém bem interessante e bonita. Há belas vistas de praias e pedras na beira da estrada. A maior atração desta cidade é o Parque Nacional Pan de Açúcar, que está localizado 30Km de Chañaral. Estabelecido na costa desértica de Antofagasta e Atacama, este parque de 43.000 hectares possui uma flora única na sua íngreme e bela linha costeira, albergando principalmente pelicanos, lontras, pinguins Humboldt e leões marinhos. Não tivemos oportunidade de conhecê-lo, mas acreditamos que vale apena uma passada com mais tempo para visitar o parque e aproveitar a cidade e suas praias. Tiramos algumas fotos da Chañaral rapidamente, pois já estava anoitecendo.

Chañaral/Chile

Chañaral/Chile

Chañaral/Chile

Chañaral/Chile

Todo este percurso entre San Pedro e Copiapó é de pista simples, em boas condições e sem nenhum pedágio. Alguns poucos trechos da RN5 estão em manutenção, sendo necessário fazer alguns desvios durante o trajeto (os quais estão muito bem sinalizados). A velocidade máxima em todo este percurso é de 100Km/h.

Deve-se encher o tanque em San Pedro, depois abastecer novamente em Antofagasta e então no povoado Estación Agua Verde (posto da rede Copec, coordenadas S25°23’57.2” W69°57’50.4”).  Entre Antofagasta e Estación Agua Verde são 231Km e não há nenhum outro posto de combustível. Após este povoado, somente há postos na RN5 após 188Km (próximo a Chañaral).

Logo após sairmos de Antofagasta há um posto dos Carabineros na RN5, onde um policial nos parou. Solicitou o documento do carro e habilitação, conferiu a placa e nos mandou seguir.

De Antofagasta até alguns Km antes de Chañaral a RN5 atravessa uma região de deserto, onde há somente um posto de combustível (no povoado Estación Agua Verde) e algumas pousadas. Neste trecho não há muito que ver, só tem areia e pedras nas laterais da estrada. A única coisa interessante pelo caminho é a escultura da mão no deserto.

Não sabemos se foi porque hoje é feriado, mas de San Pedro até Caldera praticamente não havia carros. De Antofagasta até Chañaral  passamos por no máximo 15 carros, sendo o trecho mais inóspito de todo o dia. Entre Caldera e Copiapó o fluxo aumentou consideravelmente.

Chegamos a Copiapó às 23:30h. Fomos então procurar onde ficar. Demos uma volta, chegamos a um hotel em que o valor cobrado foi acima do esperado. Andamos mais um pouco e encontramos o Residencial O’Higgins, que a primeira vista não interessou muito, pois parecia pequeno e sem estacionamento. Porém depois que pedimos informações, vimos que era bem maior do que parecia. As acomodações eram simples, mas era limpo, tinha TV e estacionamento no local. Pagamos PC$20000,00 (R$69,00). Este residencial está localizado na calle O’Higgins, 804. Não podemos jantar, pois era ano novo e todos os restaurantes estavam fechados. Então comemos alguma coisa que tínhamos no carro e fomos dormir.

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Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Saída: San Pedro de Atacama/Chile – Km 3695
Chegada: San Pedro de Atacama/Chile – Km 3695
Distância: 0Km

Este é nosso último dia em San Pedro. Amanhã iremos viajar até Copiacó, de onde no outro dia voltaremos para a Argentina pelo paso San Francisco.

Acordamos por volta das 11h, pois o tour astronômico do dia anterior foi até tarde.

Saímos para almoçar no restaurante Tahira (Tocopilla, 372). Comemos uma chorrillana, que são batatas fritas cobertas com cebola frita, tomates, queijo, carne de rês e frango e lingüiça calabresa. A comida estava deliciosa e a quantidade foi até exagerada. Pagamos PC$7500 (R$26,00) incluindo uma Coca-cola de 1.5l. Bom custo-benefício, que comida saborosa!

San Pedro de Atacama

San Pedro de Atacama

A saborosa chorrillana: batatas fritas cobertas com cebola frita, tomates, queijo, carne de rês e frango e lingüiça calabresa.

A saborosa chorrillana: batatas fritas cobertas com cebola frita, tomates, queijo, carne de rês e frango e lingüiça calabresa.

Agendamos então um tour a cavalo pelo Valle de La Muerte com El Arriero (Bernardo Flores) (elarriero_sp@yahoo.com e info@cabalgataselarriero.cl, fone (56) 09-8771102), que ficou marcado para as 17:00h, com duração de 3h. O custo foi de PC$30000 (R$103) para nós dois. Para agendar este tour deve-se entrar em contato pelo email ou telefone, já que eles não possuem um escritório. Geralmente o guia está oferecendo o tour na calle Caracolles aos turistas que passam. Nós conversamos com o guia na rua e posteriormente ligamos para eles e pedimos para que fossem no hotel para contratarmos o tour e explicar com mais detalhes como funciona.

À tarde acabamos dando uma volta na cidade e depois ficamos descansando no hotel aguardando o horário da cavalgada.

Às 17h fomos até a Calle Caracoles em frente ao caixa eletrônico, pois era o local da onde partiria a cavalgada. Chegamos lá e, além de nós, um casal de espanhóis também participou do tour. Foi muito legal passearmos a cavalo passando pelas lindas paisagens do Valle da Muerte, que ainda não conhecíamos.  Nas dunas do Valle, o guia nos incentivou a galopar. Incrível, mas dá um pouco de medo. O tour durou 3h e inicialmente queríamos fazê-lo no Valle de La Luna, que tem duração de 5h. O guia nos recomendou não fazer, pois não tínhamos experiência com cavalos. Ainda bem, pois realmente não aguentaríamos cavalgar por mais de 3h, embora tenha sido um excelente passeio. Recomendamos a agência e o passeio!

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Pukara de Quitor

Pukara de Quitor

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Pose de prenda

Pose de prenda

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Tour a cavalo pelo Valle de La Muerte

Após o passeio fomos para o hotel, tomar um banho e aguardarmos a hora da ceia. Estávamos bem cansados, mas não poderíamos deixar de estar no centro da cidade no reveillon. Saímos umas 22:30 (23:30 no Brasil) em busca de um restaurante para fazer a ceia. Nesta época, em SPA, muitos restaurantes preparam um cardápio especial. Especial também no preço, pois é claro que tem um super plus a mais. Fomos para a calle Tocopilla escolher algum, onde estão os restaurantes com melhor custo-benefício. Fomos até no restaurante onde almoçamos ao meio dia, pois a senhora comentou sobre a ceia e nos convidou para comparecer, porém além deles estarem cobrando um pouco mais caro que os outros, não havia ninguém. Fomos à busca de outro e encontramos na mesma calle um cujo custo foi de PC$26000 (R$90,00) para nós 2. A ceia incluía um buffet de saladas, carnes assadas (era possível escolher 2 porções), buffet de sobremesas, um pisco sauer e uma taça de champanhe na hora da virada. Comemos bastante!

Ceia de ano novo

Ceia de ano novo

Poucos minutos antes da virada a garçonete nos entregou alguns adereços (chapeuzinho, máscara, língua de sogra e etc) e nos convidou para passarmos para o ambiente externo do restaurante para aguardamos todos juntos. Uns minutinhos antes serviram a champanhe. Colocaram numa rádio para ouvirmos a contagem regressiva e festejamos a meia noite. Foi bem interessante, pois não sabíamos que seria desta forma, pensávamos que somente iríamos comer a ceia e ir embora, sem muitos festejos. Foi legal também, pois muitas pessoas vieram nos desejar “feliz año”, (como eles falam no Chile e não Feliz Ano Novo como nós). Após, fomos passear pelas ruas da cidade que estavam lotadas. Muita gente festejando. Tinham muitas fogueiras no chão da cidade, não sabemos se isto é uma tradição. Havia muitos grupinhos com rodas de músicas com batuques, violão ou no “gogó” mesmo. Um dos grupos que passamos era de brasileiros, tocando violão e cantando nossas músicas. Pelo tamanho da cidade, até que a passada do ano foi bem festejada. Após este passeio, fomos dormir e descansar bastante, pois no outro dia temos mais de 800Km para percorrer até Copiapó/Chile.

Reveillon 2010 em San Pedro de Atacama!

Reveillon 2010 em San Pedro de Atacama!

Reveillon 2010 em San Pedro de Atacama!

Reveillon 2010 em San Pedro de Atacama!

Dica do dia:

Antes de iniciarmos nossa viagem nos informaram que esta não era uma boa época para conhecer o noroeste argentino e o deserto do Atacama, pois o calor seria intenso. Durante nossa viagem pela Argentina o calor foi bem ameno, com noites com temperaturas agradáveis (sempre fazia até um pouco de frio durante a noite). Durante a madrugada o frio já era bem intenso.

Em San Pedro, durante o dia o calor era um tanto intenso, mas onde havia sombra a temperatura estava agradável. A noite refresca bastante, sendo necessário um casaco que não precisa ser muito grosso e uma calça. Para dormir não é preciso o uso de ventilador. No carro, o ar condicionado dava conta do calor numa boa. O calor é mais intenso dentro da cidade, pois é mais abafada. Ao sair para seus arredores há um pouco de vento e o calor é amenizado. A noite nunca fez um frio muito intenso, bastando um pouco de agasalho para se aquecer. Portanto não deixe de conhecer estas regiões por causa do calor intenso no verão.

Em muitos hotéis há problema devido à falta de água, portanto não deixe para tomar o seu banho muito tarde. Além disso, pode existir uma grande oscilação na temperatura durante o banho. Acreditamos que isto acontece em outros hotéis também, pois ouvimos os mesmos relatos de outras pessoas de diferentes hotéis.

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