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Devido a geografia da região, para percorrer a Carretera Austral é necessário o uso de balsas em 4 pontos da estrada. Por este motivo ela é classificada como uma “ruta bimodal”. Em todos os pontos as balsas funcionam diariamente durante o ano todo, variando somente a frequência dependendo da época.

Apesar da necessidade das balsas, com um pouco de organização e planejamento, não há muito com o que se preocupar. O mais importante é ter em mente que, devido a grande parte da carretera ser em rípio, é difícil prever o tempo para percorrer cada trecho. Devido as variações climáticas e o estado do rípio, o tempo de descolamento varia muito. Portanto deve-se sempre ter um bom tempo de folga para chegar aos pontos de travessias das balsas, pois um pneu furado, trechos da estrada interrompidos, problemas mecânicos, chuvas fortes, deslizamentos ou quedas de árvores podem acarretar em uma grande diferença no horário de chegada.

A figura abaixo mostra a localização das travessias de balsa da carretera.

Mapa que mostra a localização das balsas da Carretera Austral

Mapa que mostra a localização das balsas da Carretera Austral

A seguir apresentamos mais informações sobre os pontos de travessia das balsas. Eles estão ordenados considerando uma viagem do norte para o sul.

* 1ª balsa (Estuario Reloncavi: Caleta La Arena <-> Caleta Puelche)

Essa travessia é a que apresenta maior disponibilidade de horários, pois as balsas partem a cada 30 minutos praticamente 24h por dia.

Balsa entre Caleta La Arena e Caleta Puelche

 

Trecho Estuario Reloncavi: Caleta La Arena <-> Caleta Puelche
Distância 11km
Tempo 30 min
Custo CLP 9.500,00 (R$45,00) – carros e caminhonete (não há custos adicionais pelos passageiros)
Horários Das 6h às 0h (saídas a cada 30 minutos). Depois da meia-noite os horários são mais restritos. Veja figura abaixo.
Reserva Não há como reservar, o embarque é por ordem de chegada e a compra da passagem é feita dentro da balsa.
Mais informações http://www.navierapuelche.cl/tarifaestuario.html
Travessia Estuario Reloncavi: preços e horários março/2017 (consulte o site oficial para obter informações atualizadas)

Travessia Estuario Reloncavi: preços e horários março/2017 (consulte o site oficial para obter informações atualizadas)

 

* 2ª balsa (Hornopirén <-> Leptepú)
  3ª balsa (Fiordo Largo <-> Caleta Gonzalo)

Estas duas travessias são as que precisam de maior planejamento, pois há disponibilidade de somente 1 a 2 balsas por dia. A notícia boa é que a consulta de horários, a compra e o pagamento das passagens (via cartão de crédito internacional) podem ser realizados pela internet, diretamente no site da transportadora. A impressão dos ticket também pode ser feita pela internet, assim, ao chegar no porto, basta apresentá-lo e embarcar. Desta forma não há preocupação com a ordem de chegada ou fila para entrar no barco. De qualquer forma, a empresa solicita que se chegue ao porto com 2h de antecedência. Como nós compramos a passagem para o horário das 8h30, chegamos na noite anterior e dormimos no porto.

Balsa entre Hornopirén e Leptepú

Em nosso caso, como não conseguimos imprimir o ticket com antecedência, então tivemos que fazer a impressão no escritório da empresa junto ao porto. Acordamos às 6h30, porém os funcionários somente chegaram às 7h30. O ideal é já levar tudo impresso, evitando assim ter que chegar com mais antecedência ainda no porto e enfrentar o frio na fila para ser atendido no escritório e fazer a impressão.

Conforme a época do ano há necessidade de fazer reserva com alguns dias de antecedência. Em nossa viagem ficamos acompanhando pelo site a disponibilidade de vagas. Na época constatamos que com um dia de antecedência ainda era possível comprar a passagem. No dia em que atravessamos foi possível comprar a passagem até mesmo na hora e ainda sobrou vagas na balsa.

Dependendo do tamanho do barco, há disponibilidade de travessia de até 500 pessoas e 100 carros de uma vez só. Portanto a balsa realmente é muito grande.

Parte externa da balsa que faz o trajeto entre Hornopirén e Leptepú

Sala para os passageiros da balsa que faz o trajeto entre o Fiordo Largo e Caleta Gonzalo

No site da transportadora deve-se adquirir a passagem com origem em Hornopirén e chegada em Galeta Gonzalo, pois o ticket vale para os 2 trechos de balsa (Hornopirén a Leptepú, depois de Fiordo Largo a Caleta Gonzalo). Saindo da balsa em Leptepú, segue-se por terra com o carro por cerca de 10km e entra-se na próxima balsa em Fiordo Largo. Nessa travessia não precisa nem mostrar o ticket. Todos os carros saem da balsa em Leptepú e seguem em fila até o próximo barco em Fiordo Largo, que fica aguardando a chegada de todos os veículos para poder partir.

Trechos Trecho A: Hornopirén <-> Leptepú

Trecho B: Fiordo Largo <-> Caleta Gonzalo

Distância A: 61km

B: 9km

Tempo A: 4h 15min

B: 45 min

Custo total A+B: CPL 49.500,00 (R$233,00) – carro mais passageiros (2 adultos e 2 crianças). O valor depende do tipo de veículo e da faixa etária dos passageiros.
Horários De 1 a 2 horários por dia. Como muda muito, sugerimos consultar o site da transportadora.
Reserva Fazer a reserva pelo site da transportadora com antecedência mínima de 24h. Dependendo da demanda é necessário uma antecedência maior.
Mais informações Transportes Austral – http://www.taustral.cl

Balsa entre Fiordo Largo e Caleta Gonzalo

* 4ª balsa (Fiordo Mitchell: Puerto Yungay <-> Rampa Río Bravo)

Como as demais, esta balsa funciona diariamente durante o ano todo. Junto ao locais de travessia praticamente não há infraestrutura. No acesso a balsa do lado de Puerto Yungay somente há a rampa para a entrada da balsa, algumas casas e uma lanchonete. Do outro lado, em Río Bravo, no caminho para O’Higgins, somente há a rampa e um banheiro (em condições bem ruins).
A balsa possui cerca de 12 vagas (considerando carros pequenos) e a vaga é garantida pela ordem de chegada. Portanto é recomendável chegar com ao menos 1h de antecedência. Evite pegar o último horário da balsa, pois se não conseguir vaga ou não chegar a tempo, não há hospedagem em nenhum dos lados do Fiordo Mitchell.

Balsa entre Puerto Yungay e Rampa Río Bravo

 

Trecho Fiordo Mitchell: Puerto Yungay <-> Rampa Río Bravo
Distância 19km
Tempo 45 min
Custo gratuita (esta travessia é subsidiada pelo governo chileno)
Horários Alta temporada (dezembro a março) – diariamente

Puerto Yungay -> Río Bravo 10:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 11:00 hrs
Puerto Yungay -> Río Bravo 12:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 13:00 hrs
Puerto Yungay -> Río Bravo 15:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 16:00 hrs
Puerto Yungay -> Río Bravo 18:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 19:00 hrs

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Baixa temporada (abril a novembro) – diariamente

Puerto Yungay -> Río Bravo 10:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 11:00 hrs
Puerto Yungay -> Río Bravo 12:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 13:00 hrs
Puerto Yungay -> Río Bravo 17:00 hrs
Río Bravo –> Puerto Yungay 18:00 hrs

Reserva Não há como reservar, o embarque é feito por ordem de chegada.
Mais informações Somarco – http://www.barcazas.cl/barcazas/wp/?page_id=18

IMPORTANTE:

Os tempos de travessias indicados neste post são apenas estimativas, pois podem variar conforme as condições climáticas de cada região.
A frequência de horários das travessias varia conforme a época do ano e podem mudar de uma hora para outra. Sugerimos consultar com antecedência os sites das respectivas transportadoras, os quais estão indicados aqui no post.

Para mais informações sobre a carretera austral acesse os demais links do nosso guia.

Guia da Carretera Austral: aspectos gerais

Guia da Carretera Austral: carro mais adequado para a viagem

Guia da Carretera Austral: principais pontos turísticos

Guia da Carretera Austral: condições da estrada

Guia da Carretera Austral: postos de combustíveis

Guia da Carretera Austral: vale a pena ir até Villa O’Higgins?

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Devido ao grande percurso em rípio, o “ideal” são carros mais altos e com rodas maiores, tal como pickups, SUVs e crossovers. Mas isto é apenas uma recomendação para que se tenha maior conforto e menor desgaste no carro. Quanto maior a roda do carro, menor será a trepidação devido aos buracos e costelas de boi. A grande maioria dos aventureiros que percorrem a carretera utilizam pickups e SUVs. Os moradores destas regiões também dificilmente andam com carros menores.

A necessidade de uso de tração 4×4 é quase nula, pois a estrada é firme o suficiente para permitir a circulação de qualquer tipo de veículo. Portanto pode-se fazer toda a carretera com um carro convencional sem maiores dificuldades, desde que tenha uma altura normal em relação ao solo. Apesar de boa parte do percurso ser em rípio, dificilmente se encontram pedras grandes na estrada que poderiam danificar o cárter ou algum outro componente da parte inferior do carro.

A carretera austral pode ser percorrida com um carro de passeio convencional

De qualquer forma, ao utilizar um carro convencional deve-se sempre dirigir com mais atenção para desviar de pedras e buracos maiores, evitando assim uma surpresa desagradável na viagem.

Pode-se percorrer toda a carretera mesmo com um carro com motor 1.0. Os leitores que nos acompanham sabem que utilizávamos em nossas outras viagens um Prisma 1.4 2007 e um Classic 1.0 2013. Pela nossa experiência, qualquer um destes dois carros poderiam ser utilizados para percorrer a ruta 7. Obviamente que o carro iria sofrer um pouco devido as condições da estrada, mas não há nada que impeçam seu uso. Dúvida? Clique aqui e veja então o relato de um viajante que foi de Uno Mille.

Para mais informações sobre a carretera austral acesse os demais links do nosso guia.

Guia da Carretera Austral: aspectos gerais

Guia da Carretera Austral: travessias de balsa

Guia da Carretera Austral: principais pontos turísticos

Guia da Carretera Austral: condições da estrada

Guia da Carretera Austral: postos de combustíveis

Guia da Carretera Austral: vale a pena ir até Villa O’Higgins?

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caHá muitos anos queríamos percorrer a famosa e enigmática Carretera Austral. Enfim, em dezembro de 2016, partirmos para lá. Foi uma viagem de 23 dias e cerca de 8.500km rodados. Foi nessa viagem que estreamos nosso novo carro (Chevrolet S10) e o camper Duaron. Acreditamos que o momento foi perfeito, já que o uso do camper compensou pouca de infraestrutura da região.

A Carretera Austral, oficialmente chamada de Ruta 7, está localizada no sul do Chile (regiões de Los Lagos e Aysén) e conecta as cidade de Puerto Montt e Villa O’Higgins. Esta última cidade é a porta de entrada do Campo de Hielo Sur. Atualmente carretera possui 1255km, sendo que cerca de 769km desses não estão pavimentados.

Lago General Carrera na chegada a Puerto Tranquilo

Ao longo da estrada a altitude varia entre 200 e 2000m, podendo cair neve até mesmo no verão. As temperaturas na região são baixas e as chuvas estão presentes durante todo o ano.

Sua construção foi iniciada em 1976 durante o governo militar de Pinochet. Os militares levaram mais de 20 anos para abrirem a estrada. A obra está localizada em um território com características geográficas bastante complicadas, junto a Cordilheira dos Andes. Sua construção ainda é um enorme desafio de engenharia, já que a região possui campos de gelos, rios, lagos, montanhas e florestas. Ao percorrê-la é fácil entender a complexidade desse projeto.

A pavimentação iniciou na década de 90, mas ainda segue em ritmo lento. Para se ter uma ideia, durante o ano de 2015 foram asfaltados somente 24km.

O asfalto na Carretera Austral

A carretera está em constante manutenção, pois são comuns os desmoronamentos, quedas de árvores e chuvas que podem algumas vezes causar interdições temporárias. Diversos trechos estão sendo asfaltados, de forma que o tráfego pode também estar interditado em alguns horários para a continuidade das obras.

Na figura abaixo selecionamos um mapa para que vocês possam entender melhor o roteiro. O mapa indica inclusive quais trechos da carretera estão asfaltados. Se você desejar um mapa mais detalhado clique aqui.

 

Mapa resumido da Carretera Austral (clique na imagem para ampliar)

Mapa resumido da Carretera Austral (clique na imagem para ampliar)

 

Resolvemos fazer uma série de posts sobre este maravilhoso destino, os quais estamos chamando de Guia da Carretera Austral. Com isso pretendemos tirar as principais dúvidas e ajudar no planejamento de quem quer se aventurar por lá.

Dinheiro

Recomendamos levar todo o valor para cobrir os gastos da viagem pela carretera em dinheiro em espécie. Obviamente que deve-se levar em pesos chilenos, pois é difícil fazer câmbio na região. As maiores cidades da carretera são Puerto Montt, com 220 mil habitantes, e Coyhaique, com cerca de 50 mil. Embora haja caixas eletrônicos em algumas cidades menores, por segurança, somente considere encontrar caixas e câmbio nestas duas cidades. O pagamento de despesas com cartão de crédito também dificilmente será possível nos demais povoados.

Também deve-se levar em conta que despesas inesperadas podem ocorrer, tal como um problema mecânico. Portanto é prudente levar dinheiro para gastos extras. Nossa sugestão é se precaver com pelo menos o equivalente a R$1 mil.

Hospedagem e alimentação

Ao longo da carretera existem hospedagens de diversos tipos e padrões, tais como pousadas, campings e albergues. O verão é a alta temporada, sendo que fevereiro é o mês em que a região recebe mais turistas. Portanto para não haver surpresas, nesta época é recomendável fazer suas reservas de hospedagem com antecedência. Esta dica é essencial para garantir as hospedagens de melhor custo-benefício e para economizar tempo tentando encontrar um bom lugar para pernoitar e ou mesmo a possibilidade de ficar sem acomodação.

Época ideal para percorrer a carretera

Muitos viajantes acreditam que somente é possível viajar pela carretera no verão. No entanto isto não é verdade. A primavera e outono são ótimas épocas para se aventurar por lá. Durante a primavera o caminho fica repleto de flores, o que torna o caminho ainda mais encantador. No outono é o colorido das folhas das árvores que impressionam os viajantes. A vantagem da viagem no verão são as melhores condições climáticas, maior disponibilidade de balsas e menor probabilidade de problemas com a neve.

Boa parte da estrada é de rípio e passa em meio a mata fechada

Acesso a internet

A subsecretaria de telecomunicações juntamente com os governos regionais do Chile colocaram a disposição vários pontos de internet wi-fi, de acesso gratuito, espalhados pelo país. O Wi-Fi ChileGob é um projeto que visa ajudar a melhorar o acesso nos lugares mais vulneráveis do Chile que possuem poucas alternativas de conectividade. Para informações sobre as zonas com wi-fi gratuita clique aqui.

Essa é uma ótima alternativa para acesso a internet, especialmente, em uma região de pouca infraestrutura de comunicação como a carretera austral. Nós utilizamos essa internet em várias zonas da carretera e constatamos a facilidade do uso e a boa velocidade de acesso da rede.

Além disso, compramos um chip da entel que, segundo informações que coletamos na internet, é a operadora de internet mais rápida do país. O chip é barato, custou 2 mil pesos chilenos o que equivale, na cotação atual, a cerca de R$10,00. É muito fácil utilizar, uma vez que não há necessidade de realizar nenhum tipo de cadastro e, depois de inserido no celular e ativado o número de acesso, basta inserir os créditos para sair utilizando. A partir de um valor X de crédito adquirido é possível acessar algumas redes sociais de forma ilimitada. Também é aconselhavel escolher um plano que se adeque melhor ao uso do chip. Nós optamos por utilizar somente internet e escolhemos um plano específico para acesso a rede com validade de um mês o que foi mais do que o suficiente para o nosso uso (cerca de 10 dias). Há sinal da operadora em todas as cidades da carretera. O chip adquirimos em Pucón, pois não saberíamos se encontraríamos na carretera. Por outro lado, recarregar os créditos é muito fácil, pois são encontrados em minimercados de todas as cidades da carretera austral.

Para mais informações sobre a carretera austral acesse os demais links do nosso guia.

Guia da Carretera Austral: carro mais adequado para a viagem

Guia da Carretera Austral: travessias de balsa

Guia da Carretera Austral: principais pontos turísticos

Guia da Carretera Austral: condições da estrada

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Hoje acordamos e fomos tomar o nosso café da manhã no Hostal Sunny Days. Acho que isso foi a única coisa que gostamos nesta hospedagem. O café da manhã é self-service, onde são servidos uma boa variedade de alimentos. Inclui pães, bolos, cereais, frutas, queijo, presunto, leite, iogurte, suco, café, chá entre outras opções. Com certeza é um ótimo desjejum para começar o dia.

Após o café fomos até o Parque Nacional Lauca. O parque fica na estrada que vai em direção a Bolívia, no entanto fomos somente até o Lago Chungará, que fica antes da fronteira. Nós fizemos o seguinte roteiro: Arica->(A-27)->Azapa->(A-143)->(CH-11)->Poconchile->Chucuyo->Lago Chungará->[voltar]->(CH-11)->Chucuyo->Poconchile->Arica. No entanto, o melhor roteiro é ir e voltar sempre pela ruta CH-11, que vai de Arica até a fronteira. Fizemos outro caminho na ida por indicação do GPS, mas no retorno voltamos sempre pela ruta CH-11 que é melhor estruturada que a ruta A-27. Entre Azapa Chico e Poconchile pegamos por engano a ruta A-19, que não era pavimentada. Após percorrermos alguns quilômetros, retornamos e pegamos a estrada correta (A-143), que é totalmente asfaltada e leva até a ruta CH-11 (próximo a Poconchile).

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O caminho para o parque é feito pela ruta CH-11 (Ruta del Desierto). O trecho é todo asfaltado com trânsito médio de veículos composto basicamente de caminhões. Alguns trechos da estrada estão em reforma com interrupções temporárias. Todo o caminho é montanhoso e lento principalmente na ida, uma vez que sobe a montanha. Não há postos de combustível em todo o percurso. Se necessitar abastecer há uma “Tienda” (venda) em Putre,  que vende combustível em galões.

As paisagens deste trecho são muito bonitas e se atinge uma altitude bem elevada, cerca de 4650m. Como nós já estávamos bem aclimatados a altitude elevada não fez diferença para nós. Neste passeio se pode ter uma vista do lago Chungará e dos Vulcões Parinacota (6348m) e Pomerape (6282). Para visitar o Parque Nacional Lauca não é cobrada a entrada assim como não é estabelecido um horário para a visitação. O dia estava nublado e com muitas nuvens, o que prejudicou bastante nossas fotos e a visão dos vulcões. Esse é uma passeio demorado, sendo necessário reservar um dia inteiro. Para fazer esse trajeto percorremos em torno de 340km ida e volta.

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No retorno a Arica, fomos passear na avenida beira mar na praia Chinchorro e apreciar o lindo entardecer no Oceano Pacífico. Depois levamos as crianças na pracinha e retornamos para o hostal para descansar.

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Hoje foi o dia de dar um até logo ao Peru. Nossa estada nesse país foi uma grande oportunidade de conhecer mais sobre a sua cultura e o seu povo. Além da cultura, as paisagens naturais e os seus patrimônios históricos nos encantaram. Pretendemos retornar em breve para conhecer mais um pouquinho desse belíssimo país.

Além disso, o Peru é um país muito atrativo para ser visitado devido aos baixos custos com alimentação e hospedagem, comparado a outros países como a Argentina e o Chile. Por outro lado, os custos para visitar os seus principais pontos turísticos são altos, mesmo assim compensa o investimento.

O Alexandre ainda não se recuperou totalmente, mas melhorou o suficiente para conseguirmos seguir viagem. Deste modo, após organizarmos a nossa bagagem e tomarmos o nosso café da manhã, caímos na estrada rumo ao Chile!

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Viajar pelas estradas do Peru é garantia de contemplar belas paisagens pelo caminho. E hoje o percurso percorrido não foi diferente. Mais uma vez comprovamos como é bom viajar de carro e curtir tudo isso de forma muito mais intensa. A viagem de hoje foi muito tranquila. O dia estava bonito, ensolarado e o clima ameno, o que propicia uma viagem mais segura e agradável para todos nós.

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Para chegar a Arica, no Chile, nosso roteiro foi: Arequipa->(PE-1S)->Moquegua->Tacna->[aduana]->(RN5)->Arica. As estradas estão em bom estado. Na saída de Arequipa, na ruta 34A, há um trecho de serra com um moderado movimento de veículos até o entroncamento da estrada 1S, que vai para Lima ao norte. A partir deste ponto o movimento de veículos é baixo e a maior parte da estrada são de longas retas.

Neste trecho da viagem passamos por três praças de pedágio, onde pagamos 8,85 nuevos soles em cada uma.

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Há controle fitossanitário na estrada, não sendo permitida a entrada de frutas na província de Tacna. Deste modo, não viaje com frutas, pois as mesmas serão confiscadas. Há placas na estrada informando que esta região é livre de mosca da fruta e, por este motivo, é feito um bom controle e fiscalização para que não entre frutas nesta província provenientes de outras regiões.

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As paisagens desérticas deste caminho são muito bonitas, sobretudo no trecho de serra na saída de Arequipa e até a chegada da província de Tacna.

Chegando na aduana fomos fazer os trâmites para a saída do Peru e entrada no Chile. A aduana é integrada: você faz a burocracia de saída de um país e entrada no outro no mesmo local.

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Pela nossa experiência, sem dúvidas essa foi a aduana mais rigorosa para a entrada no Chile. Eles fazem descarregar TODAS as malas, sacolas e tudo mais que tiver no carro para passar pelo raio X. Você têm ideia da quantidade de tralhas que tivemos que descarregar do carro? Pois é, tivemos que fazer isso e ainda tendo que cuidar, ao mesmo tempo, das crianças e das nossas mochilas das câmeras fotográficas e do notebook para que não se “perdessem” durante a passagem pelo Raio X.

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Ao menos conseguimos convencer o agente aduaneiro de não baixar as coisas do nosso baú de teto. Somente abrimos e mostramos que só tinha um carrinho de bebê, sacolas com roupas sujas e algumas garrafas de água e refrigerante. Ufa! Se ele exigisse passar tudo aqui pelo raio X, o caos ia se instalar de vez! Pois o restante já foi uma trabalheira! Mas todos tem que passar por isso, não adianta! E é para a segurança de todos. Imagina o que tentam atravessar por aquela aduana? Mesmo com todo esse rigor, os trâmites demoraram cerca de 1h e 30 minutos, tempo até inferior a muitas outras aduanas chilenas que há passamos.

Depois de todo esse estresse finalmente podemos seguir viagem e chegar em Arica. Fomos em busca do hostal que havíamos reservado por meio do Booking.

Havíamos escolhido o Hostal Sunny Days. Ao chegarmos em Arica não tínhamos as coordenadas para a localização do hostal, somente o endereço. No entanto, o endereço não aparecia no GPS e não conseguimos internet para verificar se as coordenadas estavam disponíveis no booking. Chegamos em um posto de combustíveis, mas ninguém soube nos ajudar. No entanto nos informaram a direção da praia Chinchorro, onde o hostal é localizado.

Na beira da praia pedimos informação para o dono de um quiosque, que prontamente se ofereceu para nos levar até o local. Ele pegou o seu carro e foi nos guiando até o hostal. Ainda bem que ainda existem pessoas solidárias e dispostas a ajudar. Já era noite e estávamos cansados. Certamente sem o auxílio dele ainda demoraríamos um certo tempo até encontrar o local da hospedagem.

Chegando no hostal não nos agradamos muito do local, embora as avaliações no booking sejam boas. É um casarão antigo, com quartos não muito confortáveis, os banheiros (compartilhados) são ruins, assim como o banho. Na porta do banheiro há uma abertura na parte superior, o que impede uma maior privacidade. A limpeza do local e também a hospitalidade deixaram a desejar. O casal que administra o local é muito “carrancudo”. O hostal oferece estacionamento, café da manhã, cozinha compartilhada e wi-fi. Pedimos uma pizza para ser entregue no hostal e fomos descansar.

 

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Depois de 9 anos conosco, chegou a hora de nos desfazermos do nosso guerreiro Chevrolet Prisma, o companheiro de muitas viagens e aventuras. Com ele percorremos cerca de 43600km durante as viagens que realizamos pela América do Sul.

Esse post é uma homenagem ao nosso carro que propiciou que fossemos a lugares incríveis. Junto dele realizamos uma grande parcela dos nossos sonhos de viajar e conhecer muitos lugares.

Relembrando alguns desses lugares, em 2009 conhecemos a região dos lagos na Argentina e Chile, incluindo a belíssima Ruta dos Siete Lagos. E, nessa mesma oportunidade, visitamos a região de Mendoza, incluindo as curvas de Villavicencio.

Em 2010 fomos a Província de Salta, onde percorremos as rutas 33, 40 e 68, passando por Cachi, Cafayate e no percurso pela Cuesta del Obispo, Parque Nacional Los Cardones, Recta del Tin-Tin, Quebrada las Flechas e formações rochosas da Quebrada Las Conchas.

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Quebrada las Flechas (Argentina)

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Quebrada las Flechas (Argentina)

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Curvas de Villavicencio (Argentina)

Ruta dos Siete Lagos (Argentina)

Ruta dos Siete Lagos (Argentina)

Nesse mesmo ano fomos ao Deserto do Atacama, que foi um dos lugares mais incríveis que conhecemos em todas as nossas viagens. Passamos também pela Quebrada de Humahuaca, Cuesta de Lipán e Salinas Grandes. Fomos a Antofogasta de La Sierra, que é um dos lugares mais impressionantes da Argentina.

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Salinas Grandes (Argentina)

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Maños del Desierto – Antofagasta (Chile)

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Deserto do Atacama (Chile)

Deserto do Atacama (Chile)

Deserto do Atacama (Chile)

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Salinas Grandes (Argentina)

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Salinas Grandes (Argentina)

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Cuesta del Lipán (Argentina)

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Indo para Iruya (Argentina)

Antofagasta de La Sierra Argentina)

Antofagasta de La Sierra (Argentina)

Também podemos citar as Missões Jesuíticas no Brasil e Paraguai, Cataratas do Iguaçu, lado brasileiro e argentino, assim como os Parques Ischigualasto e Talampaia, que também foram destinos muito interessantes.

22-07-2011 - Viagem Villa Dolores a San Agustin de Valle Fértil- 162

Parque Ischigualasto (Argentina)

23-07-2011 - Parque Ischigualasto - 323

Parque Ischigualasto (Argentina)

21-07-2011 - Viagem Cordoba a Villa Dolores (Altos Cumbres) - 048

Entre Córdoba e Villa Dolores (Argentina)

Fomos até a cidade do final do mundo, a famosa Ushuaia e, nessa oportunidade, conhecemos a Península Valdés, Glaciar Perito Moreno, Parque Torres del Paine e El Chaltén (terra do trekking e do Cerro Fritz Roy).

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Ushuaia (Argentina)

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Parque Torres del Paine (Chile)

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Parque Torres del Paine (Chile)

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Parque Torres del Paine (Chile)

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Parque Torres del Paine (Chile)

El Chaltén (Argentina)

El Chaltén (Argentina)

Em nossa última aventura de Prisma, viajamos para a Bolívia e o Peru… E quem diria que o nosso Prisma nos levaria até lá? Sim, ele nos levou e nos trouxe de volta!

Na Bolívia conhecemos La Paz e Copacabana. E, no Peru, visitamos Puno, Cusco, Ollantaytambo, Nasca e Arequipa. Essa viagem foi mais um de nossos sonhos realizados.

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Entrando na Bolívia

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Parque El Chiflón (Argentina)

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Copacabana (Bolívia)

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Parque Ischigalasto (Argentina)

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Parque Nacional Lauca (Peru)

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Parque Nacional Lauca (Peru)

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Entre Arequipa e Arica (Peru)

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Litoral do Peru

Não podemos deixar de contabilizar as travessias da cordilheira dos Andes, que também foram as grandes atrações de nossas viagens. Como destaque estão o Paso Los Libertadores, Paso São Francisco, Paso Águas Negras, Paso Cardenal Antonio Samoré e Paso Tromem/Mamuil Malal.

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Paso Aguas Negras (Argentina-Chile)

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Paso San Francisco (Argentina-Chile)

Paso San Francisco (Argentina-Chile)

Paso San Francisco (Argentina-Chile)

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Paso San Francisco (Argentina-Chile)

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Paso San Francisco (Argentina-Chile)

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Paso Jama (Argentina-Chile)

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Paso Tromem/Mamuil Malal (Argentina-Chile)

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Paso Antonio Cardenal Samoré (Argentina-Chile)

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Paso Antonio Cardenal Samoré (Argentina-Chile)

Enfim passamos por vento, sol, chuva, neve e granizo, mas tudo valeu a pena. Com o nosso carro vivenciamos momentos únicos, curtimos cada paisagem, cada parada na beira da estrada… Todos os momentos foram registrados por meio de fotos e vídeos, mas estão também em nossa memória, em nossas lembranças…

Com o Prisma fizemos muitas viagens legais. Foram poucas vezes que tivemos que utilizar outro tipo de transporte, ou seja, o uso de um veículo de passeio nos limitou pouquíssimas vezes. Uma das maiores dúvidas dos nossos leitores é em relação ao carro ideal para viajar… Costumamos responder que o carro ideal é aquele que você tem. Não importa o motor, se tem ou não tração nas quatros rodas e nem mesmo o ano. O que mais importa é a sua vontade, seu planejamento, sua organização e, especialmente, o seu espírito aventureiro. No entanto, em relação ao carro, também importa que seja bem cuidado, revisado e com a manutenção em dia, para ter condições de pegar a estrada com segurança e sem inconvenientes.

Contudo, chegou a hora de nos desfazermos dele… É verdade, somos um pouco apegados, mas isso é porque ele nos proporcionou muitas alegrias e aventuras inesquecíveis. Em troca, mantivemos ele sempre muito bem cuidado e com a manutenção em dia. Em 2007 foi retirado na concessionária e foi uma grande emoção comprar o nosso carro zero, completo e novinho! Fomos os seus únicos donos e até mesmo, de certa forma, lamentamos a sua venda.

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Retirando o carro na concessionária

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Retirando o carro na concessionária

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Uma de nossas últimas fotos com o carro – Paso Aguas Negras (Argentina-Chile)

No entanto, há um lado bom em toda essa história, o outro lado da moeda… E por isso estamos muito felizes por estarmos prestes a realizar mais um grande sonho! Novidades estão vindo por aí. Aguarde…

 

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