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Viajando pela América do Sul com uma Brasília 1978

De Brasília, no Salar de Uyuni/Bolívia (foto de Ney Mello Júnior).

De Brasília, no Salar de Uyuni/Bolívia (foto de Ney Mello Júnior).

Olá viajantes

Trouxemos para vocês mais uma dica de blog sobre viagens de carro pela América do Sul. Desta vez a viagem foi feita por um carro especial: Volkswagen Brasília 1978.
A aventura foi realizada pelo agente de viagens de 31 anos, Ney Mello Júnior, que partiu de Araraquara (SP) e passou pela Bolívia, Peru, Chile, Argentina e Paraguai.
Foram 31 dias de viagem e 11500 quilômetros de aventura, passando por lugares fantásticos como Estrada da Morte (Bolívia), Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Salar de Yuni, Deserto do Atacama, Machu Pichu e as linhas de Nazca.

De Brasília, na estrada entre Chala e Arequipa.

De Brasília, na estrada entre Chala e Arequipa.

Parabéns ao Ney por nos mostrar que, independente do carro que você tenha, é possível desbravar nosso querido continente e se encantar com suas pelas paisagens.

Site oficial da aventura:

Reportagens:

Um abraço a todos
Alexandre, Rosângela e Felipe

Dia 16 – 17/01/12 (Punta Arenas/Chile –> Puerto Natales/Chile)

Saída: Punta Arenas/Chile – Km 5910 (17:40h)
Chegada: Puerto Natales/Chile – Km 6172 (21:00h)
Distância: 262Km

Hoje o nosso destino é a cidade de Puerto Natales, distante 254km de Punta Arenas. Puerto Natales fica a 115km do Parque Torres del Paine, que é ponto turístico de nosso interesse.

Antes de pegarmos a estrada, ainda precisávamos resolver o problema do notebook que compramos no dia anterior.

Fomos até a zona franca, na esperança de conseguirmos trocar o notebook por outro novinho, lacrado e na caixa. Porém estávamos achando que isso seria bem difícil. Caso não fosse possível, tínhamos que ao menos conseguir a fonte correta para o notebook e que, obviamente, estivesse funcionando adequadamente.

Chegando na loja, o vendedor foi bem atencioso ao nos atender no pós-venda. Falamos que a fonte, além de não estar funcionando, não era a fonte que deveria estar acompanhando o modelo de notebook que compramos. Ele começou a testar outras fontes de notebooks dos mostruários, porém nenhuma estava funcionando, o que nos leva a entender que havia um problema com o notebook. Não entendemos bem qual era o problema, pois no dia anterior o notebook estava funcionando adequadamente quando o testamos na loja.  Desta forma dissemos para ele que queríamos um outro notebook lacrado na caixa ou o nosso dinheiro de volta.

O vendedor então solicitou que deixássemos o notebook lá, pois eles iriam tentar solucionar o problema. Nos disse que não precisávamos nos preocupar, pois até às 15:30h iria chegar novos notebooks lacrados e que, com certeza, uma seria nossa caso o problema não fosse solucionado. Hesitamos por um momento, mas resolvemos aceitar a sua proposta, na garantia de que, se não nos fosse entregue outro notebook lacrado, queríamos o dinheiro de volta.

Isso foi em torno das 11h da manhã e teríamos que esperar até as 15:30h, pelo menos. Enquanto isso aproveitamos para almoçar e visitar o cemitério municipal, o qual previamente já havíamos planejado visitar no dia de hoje.

Fomos almoçar novamente no supermercado Unimarc. Como já comentado no dia anterior, achamos este supermercado uma ótima opção, tanto para fazer as refeições na praça de alimentação, quanto para comprar comida para levar.

Após o almoço seguimos para fazer a visita no famoso cemitério da cidade de Punta Arenas.  O GPS nos levou a uma entrada secundária do cemitério, em uma parte que é igual a qualquer outro cemitério. Ficamos então na dúvida se estávamos no local certo. Descemos do carro para nos asseguramos de que estávamos no cemitério correto, após confirmarmos, seguimos a nossa visita. A entrada oficial do cemitério é pela avenida Bulnes, 949. O cemitério é realmente muito lindo e organizado. Além das árvores (cipestres) muito bem, os túmulos também são muito bem cuidados. Em alguns dos túmulos há muitas flores, cataventos coloridos, adornos, entre outros objetos decorativos. Os ciprestes são realmente um espetáculo a parte. Em todo o cemitério há vários corredores de árvores perfeitamente alinhadas e bem aparadas. Tudo muito bonito, limpo e organizado. Vale a visita, mesmo para quem não curte ir a cemitérios.

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Cemitério Municipal Sara Braun em Punta Arenas

Saindo do cemitério fomos novamente na zona franca resolvermos o nosso problema.  Confessamos que fomos sem esperança de solucionar a situação conforme gostaríamos. Fomos um pouco antes do horário combinado, aguardamos alguns minutos e para nossa surpresa lá veio o vendedor com um novo notebook em uma caixa lacradinha. Abrimos, testamos e estando tudo certinho e funcionando bem, fomos embora felizes e muito satisfeitos. Estávamos surpresos de ter resolvido o problema praticamente sem incomodação.  Maravilha!

Finalmente, após sairmos da zona franca, pegamos a ruta 9 em direção a Puerto Natales.

As estradas estavam em condições muito boas. Fomos parados pela polícia uma vez, a qual solicitou apenas a carteira de motorista e nos liberou em seguida para seguir viagem. Neste trajeto também passamos por belas paisagens e muitos campos repletos de criações de ovelhas.

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Paisagens da ruta 9 em direção a Puerto Natales

Chegando em Puerto Natales

Chegando em Puerto Natales

Chegando em Puerto Natales

Chegando em Puerto Natales

Chegando em Puerto Natales, passamos rapidamente no hostel que tínhamos reservado previamente.  Após fomos dar uma volta na avenida Costanera Pedro Montt, a qual margeia o canal Última Esperanza.

Canal Última Esperanza

Canal Última Esperanza

Canal Última Esperanza

Canal Última Esperanza

Puerto Natales é uma cidade com uma boa infraestrutura turística. Há muitos hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, bancos (caixas eletrônicos), casas de câmbio e um supermercado Unimarc. Esta filial do supermercado Unimarc não possui praça de alimentação ou rotiseria como a de Punta Arenas.

Logo após fazermos o nosso passeio e jantarmos, voltamos ao hostel. Em Puerto Natales ficamos hospedados no Yaganhouse, o qual é um Eco Hostel com ambiente muito agradável e familiar.

Ficamos no único quarto duplo com banheiro, as demais acomodações são com banheiro compartilhado. O hostel possui poucas habitações e, apesar disto, há três banheiros disponíveis. Local limpo, organizado e bem decorado. Há uma cozinha completa e sala de estar com TV a disposição dos hóspedes. Há sempre uma música agradável tocando e o atendimento é muito hospitaleiro. O café da manhã é completo e muito gostoso. Sem dúvida recomendamos muito este hostel.

Dia 15 – 16/01/12 (Punta Arenas/Chile – Fuerte Bulnes – Puerto Hambre)

Saída: Punta Arenas/Chile – Km 5771
Chegada: Punta Arenas/Chile – Km 5910
Distância: 139Km

Acordamos tomamos o nosso café da manhã e após fomos novamente para a zona franca, pois ontem (domingo) haviam muitas lojas fechadas. Chegando lá descobrimos que mesmo em dias de semana, há muitas lojas que permaneciam  fechadas. Parece haver uma concentração de lojas e supermercados próximos ao shopping que ficam abertas normalmente. No restante da zona há menos lojas abertas e pouquíssimo movimento de clientes.

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

Zona franca de Punta Arenas

O movimento em relação ao dia anterior estava bem maior e haviam muitos carros argentinos parados no estacionamento. No dia anterior estávamos tentando comprar um notebook (MacBook Pro 13), mas a loja que haviam nos recomendado e onde teria um notebook como queríamos, novinho e na caixa, já havia fechado. Retornamos a loja e nos informaram haver o notebook e trouxeram o mesmo como sendo novo e não do mostruário. Porém rapidamente percebemos que era uma peça do mostruário, inclusive constatamos que era o mesmo que haviam nos oferecido na outra loja da rede. O preço estava muito bom e, como não havia o modelo em outro local, resolvemos comprá-lo assim mesmo. Apesar de ser do mostruário, o notebook estava em bom estado. Testamos e compramos. Ficou faltando apenas um conector, devido a isto o vendedor pediu que voltássemos à tarde na loja para buscá-lo. Estando tudo certo fomos fazer os nossos passeios pela cidade.

Antes de seguirmos para os locais que selecionamos para visitar no dia de hoje, passamos no supermercado Unimarc para comprarmos algo para comer. Este supermercado fica localizado próximo a zona franca, sendo uma ótima opção para fazer refeições a um preço mais acessível. Há uma rotiseria onde é possível realizar as refeições no local e também é comprar comida por quilo para levar, além de lanches como empanadas e sanduíches. Muito bom, aprovamos! Após comprarmos e nosso almoço seguimos para o Fuerte Bulnes e o Puerto Hambre. O caminho até estes pontos turísticos é quase todo costeando o estreito de Magalhães. No caminho passamos por vários barcos naufragados nas margens do estreito.

Barcos naufragados nas margens do estreito

Barcos naufragados nas margens do estreito

Estrada vai costeando o estreito de Magalhães

Estrada vai costeando o estreito de Magalhães

Estava um lindo dia de sol e temperatura amena. Escolhemos um ponto nas margens do estreito e paramos para fazermos o nosso almoço, curtindo a paisagem. O Fuerte Bulnes e o Puerto Hambre ficam localizados ao sul de Punta Arenas.  A partir da avenida Costanera segue-se cerca de 54km para chegar ao Puerto Hambre e depois mais 6Km para chegar ao Fuerte Bulnes. O Puerto Hambre é também conhecido como Ruinas de la ciudad Rey Don Felipe. As ruínas não possuem controle de acesso, sendo possível visitá-la a qualquer hora e sem custos. Este foi o primeiro local que os espanhóis tentaram estabelecer um povoado na região mais austral da América do sul.  Dos 103 pioneiros que haviam permanecido no local, apenas um foi encontrado com vida. As condições climáticas e o isolamento da área os levou a morrerem de fome e frio. Este episódio deu nome ao local: “Porto da Fome”.

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

Puerto Hambre

O local tem uma vista privilegiado do estreito e possui uma grande importância histórica. A visita é rápida, pois não há muito para ver. Como é caminho para o Puerto Hambre, não custa nada dar uma passada no local onde os espanhóis fizeram uma frustrada tentativa de colonização. Seguimos em direção ao Fuerte Bulnes, onde pagamos P$C1000,00 para ter acesso ao local. Este foi o local da primeira tentativa chilena de colonização. Os primeiros habitantes desta fortaleza transferiram-se para Punta Arenas devido ao clima ventoso e chuvoso da região. Devido a ação do tempo e clima, o Fuerte Bulnes teve de ser todo reconstruído. O trabalho foi feito todo em madeira, a semelhança da época. Há uma igreja e uma cadeia, além de outras construções. Vale a pena uma visita ao local, de onde é possível admirar as paisagens do Estreito de Magalhães.

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Vista do Estreito de Magalhães a partir do Fuerte Bulnes

Vista do Estreito de Magalhães a partir do Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Fuerte Bulnes

Após visitarmos os pontos turísticos retornamos a cidade. Fomos novamente até a zona franca pegarmos o conector do notebook que havia faltado. Chegando na loja pegamos o conector e fomos embora. A seguir fomos ao shopping passear e jantar.

Jantando no shopping

Jantando no shopping

Após jantarmos voltamos ao hostal. Chegando lá, tentamos ligar o notebook, mas o mesmo não funcionava. Sua bateria estava totalmente descarregada e a fonte não estava funcionando. Tentamos de tudo, mas não adiantou. Além de não funcionar, constatamos que haviam nos entregado a fonte de um outro modelo de notebook, pois a mesma era bem maior que a original! Mais um probleminha, na verdade um problemão, que só poderíamos tentar resolver no dia seguinte, retornando mais uma vez na zona franca. Será que o nosso azar com os equipamentos eletrônicos vai continuar? Esperamos resolver a situação, até porque amanhã iremos embora da cidade rumo a Puerto Natales. Estamos torcendo para não termos dificuldades para solucionar este problema.

Dia 14 – 15/01/12 (Punta Arenas/Chile – Shopping Espacio Urbano e Zona Franca)

Saída: Punta Arenas/Chile – Km 5740
Chegada: Punta Arenas/Chile – Km 5771
Distância: 31Km

Hoje, domingo, durante o café da manhã no hostal, nos informaram que a zona franca da cidade estaria funcionando até às 20h. Sendo assim, resolvemos ir até lá hoje mesmo. Em nosso guia de viagem constava que a zona franca não abre aos domingos.

Antes passamos no Shopping Espacio Urbano para almoçar, o qual possui boas opções para fazer refeições devido a sua praça de alimentação diversificada. O shopping é grande, possui um supermercado e as famosas lojas de departamento Ripley e Falabella.

Vista panorâmica de Punta Arenas a partir do Mirador Cerro La Cruz

Vista panorâmica de Punta Arenas a partir do Mirador Cerro La Cruz

Após o almoço fomos direto à zona franca, a qual é uma região onde há todo o tipo de comércio, como supermercados, lojas especializadas em móveis, materiais de construção e até mesmo várias concessionárias de automóveis. Há grandes supermercados vendendo alimentos, roupas, eletrônicos, móveis, artigos para camping, brinquedos e muito mais. Há também um shopping com várias lojas (eletrônicos, brinquedos, artigos para camping, etc) e uma praça de alimentação com wi-fi livre.

A zona franca realmente estava aberta no domingo, porém muitas lojas estavam fechadas. O horário de funcionamento de segunda à sábado é das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 22:00. E no domingo, as lojas começam a fechar entre 19:30 e 20:00. Estes horários podem variar um pouco, de acordo com cada estabelecimento.

Demos uma volta e a primeira impressão que tivemos é que há muitos artigos com preços bons em relação ao Brasil, principalmente os eletrônicos. Mas nem tudo é barato e vale a pena ser comprado. Muitos eletrônicos possuem preços semelhantes a Ciudad del Este no Paraguai. Mesmo entre os eletrônicos há artigos em que o preço não compensa.

Devido ao arrombamento do nosso carro, estamos focando a nossa pesquisa de preços em eletrônicos, pois caso valer a pena vamos adquirí-los novamente aqui mesmo.

Nesta zona franca não existem muitas opções de lojas, pois muitas delas têm o mesmo nome. O mesmo acontece com os supermercados, os quais possuem dentro dos shoppings lojas menores e com menos opções de produtos.

Fizemos a nossa pesquisa e a partir dela já foi possível termos uma noção de que os produtos que temos interesse estão com os preços muito bons em relação ao Brasil. Encotnramos o notebook que queríamos (MacBook Pro 13″), só que somente estava disponível a amostra em uma. Descobrimos que tem um novo na outra loja da mesma rede, porém a mesma já havia fechado. Voltaremos amanhã, até mesmo para dar uma conferida nos restantes das lojas que estavam fechadas hoje.

O que tem amenizado o fato do hostal que estamos hospedados ser ruim é a hospitalidade do casal, o qual nos recebeu com muita atenção em simpatia. Na hora do café conversamos bastante e fomos muito bem servidos. Neste momento conseguimos nos sentir em casa devido ao ambiente familiar do local. O mesmo não podemos dizer da filha do casal (que é sócia dos pais no negócio). Simpatia e hospitalidade realmente não é com ela, infelizmente.

Dia 13 – 14/01/12 (Ushuaia/Argentina –> Punta Arenas/Chile)

Saída: Ushuaia/Argentina – Km 5106 (8:30h)
Chegada: Punta Arenas/Chile – Km 5740 (1:00h)
Distância: 634Km

Hoje nosso destino é Punta Arenas no Chile. Saímos de Ushuaia por volta das 8:30h da manhã. Nos despedimos da cidade com o tempo chuvoso.

Na saída da cidade fomos novamente parados pelo controle policial local.  Onde perguntaram sobre o nosso próximo destino, nos solicitaram a carteira de motorista e o documento do carro. Após conferência fomos liberados rapidamente.

Aduana argentina

Aduana argentina

Chegamos na aduana chilena  por volta das 14:30. A aduana estava super lotada, com muitos carros estacionados e filas imensas!! O Alexandre pegou a documentação e foi para fila. Eu e o Felipe ficamos aguardando no carro. Na rua estava um pouco ventoso e muito frio.

Enormes filas na aduana chilena

Enormes filas na aduana chilena

Enormes filas na aduana chilena

Enormes filas na aduana chilena

Enormes filas na aduana chilena

Enormes filas na aduana chilena

 

O Alexandre perguntou para um agente da aduana se havia prioridade por estarmos com um bebê, mas grosseiramente ouviu uma resposta negativa e tivemos que aguardar.

A previsão de tempo que teríamos que aguardar para sermos atendidos não era boa, visto a multidão de pessoas que se amontoavam nas filas e a lentidão no processo de atendimento. O Alexandre fez amizades na fila, podendo assim sair algumas vezes para ir no carro ver como estávamos e também ir ao banheiro, garantindo assim que seu lugar na fila fosse guardado.  Enquanto isso esperávamos no carro e, de vez em quando, dávamos uma volta para ver como a fila estava andando. Mesmo tendo que esperar bastante, o Felipe dormiu boa parte deste tempo e não deu muito trabalho. Acabamos não criando caso, mas depois encontramos um cartaz na aduana indicando a prioridade no atendimento para crianças que ainda estão sendo amamentadas e mulheres grávidas. Se for o seu caso exija este direito!

Bom, após incríveis 5h e 20min conseguimos ser atendidos e realizar os trâmites realizados para a entrada no Chile. O carro foi revistado superficialmente e finalmente conseguimos seguir viagem.

Postos de petróleo à beira da estrada

Postos de petróleo à beira da estrada

Seguimos então pela estrada de rípio (ruta Y-79). Todo o trecho em rípio é de 137km, o qual  levamos em torno de 2h e 30m para percorrer. Desta vez usamos um caminho diferente no percurso em rípio em relação a viagem de ida.

Na ida para Ushuaia (em sentido sul), após o estreito pegamos a ruta 257 até o paso San Sebastian, passando por Cerro Sombrero e Cullen.

Agora no retorno de Ushuaia em direção a Punta Arenas (em sentido norte), no Paso San Sebastian, após a aduana chilena, tomamos a ruta Y-79 até o encontro com a ruta 257, próximo a Cerro Sombrero.

O trecho em rípio pela ruta Y-79 é 15km maior que pela ruta 257 (são 137 contra 122km),  mas está em condições melhores. Portanto aconselhamos a seguir pela Y-79. Este trecho está sendo asfaltado, portanto daqui a algum tempo todo este caminho estará pavimentado.

A melhor opção de rota pela estrada de rípio é através da ruta Y-79: está destacada em rosa.

A melhor opção de rota pela estrada de rípio é através da ruta Y-79: está destacada em rosa.

Chegamos para fazer a travessia do estreito de Magalhães a tempo de pegar o ferry, que partiu alguns minutos depois. Pelo menos para isso tivemos sorte! Chega de espera, ao menos por hoje. Atravessamos o estreito durante o entardecer, apreciando o pôr do sol.

Travessia do Estreito de Magalhães

Travessia do Estreito de Magalhães

Fila para embarcar no ferry

Fila para embarcar no ferry

Atravessando o Estreito

Atravessando o Estreito

Um belo pôr do sol no Estreito de Magalhães

Um belo pôr do sol no Estreito de Magalhães

Um belo pôr do sol no Estreito de Magalhães

Um belo pôr do sol no Estreito de Magalhães

Da travessia na Primera Angustura (ferry) a Punta Arenas, as rutas 255 e 9 estão em muito bom estado. Em muitos trechos a estrada segue as margens do Estreito de Magalhães.

Algumas placas na beira da estrada indicam que os campos ao redor da ruta são minados, resultado das constantes disputas entre Chile e Argentina pelo domínio do Estreito de Magalhães.

No caminho há também vários barcos naufragados à beira do estreito. Uma pena foi passarmos pela região ao anoitecer devido ao nosso grande atraso causado pela aduana. Por esse motivo não conseguimos fotografar nada deste trajeto.

Chegando em Punta Arenas, passamos por uma praça de pedágio, porém a mesma estava desativada.

Chegamos na cidade por volta da 1h da madrugada e fomos direto ao Hostal  Kloketen, o qual havíamos feito a reserva previamente.  Como o site de reserva de hotéis não nos possibilitou muitas opções, acabamos fazendo a reserva de um quarto com 4 camas de solteiro com banheiro compartilhado. Este hostal é uma casa de família. Quando chegamos fomos recebidos por um amigo da família, que havia ficado com a missão de nos recepcionar, já que havíamos avisado da possibilidade de chegarmos tarde.  O quarto, além de minúsculo, não era limpo e nada confortável. Por aí pode-se chegar a conclusão que, com um bebê, passamos um pouco de trabalho neste local. O banheiro até que era limpo e, embora compartilhado, era em frente ao nosso quarto e era utilizado praticamente somente por nós. Acreditamos que no andar de baixo do hostal havia somente um quarto destinado aos hóspedes.  A casa possui poucos quartos para alugar, mas foi uma forma que a família arrumou como fonte de renda extra. Óbviamente não recomendamos o lugar!

Tomamos um banho e fomos finalmente descansar.

Para chegar a Punta Arenas, partindo de Ushuaia, deve-se pegar a ruta RN3 até o entroncamento da RP1 (são 289km de asfalto), passando por Tolhuin e Rio Grande.  Segue-se pela RP1, agora em estrada de rípio, até a aduana argenina no paso San Sebastian. Na RP1 inicia o trecho de 137km em rípio. Logo depois da aduana argentina chega-se na aduana Chilena. Pouco depois há o entroncamento entre as rutas 257 e Y-79. Qualquer um dos dois caminhos levam ao ferry no estreito de Magalhães, mas a ruta Y-79 está em condições melhores. Segue-se pela Y-79 até o encontro da RN257, próximo a Cerro Sombrero. Neste ponto inicia o asfalto, por onde segue-se por 34km até o ferry para travessia do estreito. Do outro lado do estreito, continua-se pela RN257 até o encontro da ruta 255 em Kimiri Aike. Entra-se à esquerda na ruta 255 até Gobernador Filipi, onde toma-se a ruta 9 até Punta Arenas. Do estreito até Punta Arenas são 169km de asfalto em bom estado.

Observação importante: há divergências nos nomes das rutas em rípio do Proyecto Mapear (versão 9.5) e Google Maps no trecho entre o Paso Sebastian e o Estreito de Magalhães. A confusão está em quais são as rutas Y-71 e Y-79. Nos textos acima usamos os nomes utilizados pelo Google Maps.

Dia 12 (13/01/12) – Ushuaia/Argentina – Passeio pela cidade

Saída: Ushuaia/Argentina – Km 5057
Chegada: Ushuaia/Argentina – Km 5096
Distância: 39Km

Após descansarmos pela manhã, saímos para almoçar e passear pela cidade.

Compramos algumas empanadas e novamente fomos fazer o lanche apreciando a paisagem da cidade de Ushuaia na Praia Grande.

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Após o almoço fomos até o centro em busca de uma casa de câmbio, no intuito de trocarmos alguns pesos argentinos por pesos chilenos. A nossa grande surpresa foi de que não existem casas de câmbio em Ushuaia. Por incrível que pareça procuramos por toda a região central da cidade e não encontramos. Nos informaram que não há casa de câmbio, mas é possível trocar dinheiro em bancos ou agências de viagens.

Fomos então passear nas margens do canal Beagle, no monumento dedicado as Ilhas Malvinas e depois no mirante próximo ao aeroclube. Deste último lugar tem-se uma maravilhosa vista da cidade. Inclusive é um dos pontos de parada dos ônibus de turismo da cidade. Após seguimos até o aeroporto de onde também podemos apreciar as paisagens ao redor da cidade.

Monumento dedicado as Ilhas Malvinas

Monumento dedicado as Ilhas Malvinas

Paisagens próximas ao aeroclube

Paisagens próximas ao aeroclube

Ônibus que percorre os pontos turísticos de Ushuaia

Ônibus que percorre os pontos turísticos de Ushuaia

Vista de Ushuaia a partir do caminho que leva ao aeroporto

Vista de Ushuaia a partir do caminho que leva ao aeroporto

Vista de Ushuaia a partir do caminho que leva ao aeroporto

Vista de Ushuaia a partir do caminho que leva ao aeroporto

Vista de Ushuaia a partir do caminho que leva ao aeroporto

Vista de Ushuaia a partir do caminho que leva ao aeroporto

Nestes pontos, próximos do canal Beagle, ventava bastante. A sensação térmica era de muito frio.

Tivemos muita sorte em relação ao tempo enquanto estivemos em Ushuaia. Não choveu e todos os dias foram ensolarados. Na maioria dos dias no meio da tarde o sol desaparecia, mas mesmo assim conseguimos aproveitar bastante a nossa estada na cidade.  Quanto ao frio, consideramos que foi bem ameno, até porque já estamos acostumados ao frio do Rio Grande do Sul, então não tivemos problemas em relação a temperatura. Na verdade esperávamos por temperaturas mais baixas.

Após uma passada no supermercado retornamos ao hotel, onde jantamos e fomos descansar.

Amanhã iremos para Punta Arenas, no Chile!